Florença é a cidade do Renascimento. Michelangelo, Leonardo da Vinci, Botticelli e Brunelleschi trabalharam aqui, e quase tudo o que eles criaram continua de pé a menos de meia hora a pé da catedral. Todo o centro histórico é Patrimônio Mundial da UNESCO, e a cidade é pequena o bastante para você ir a pé a quase todos os lugares. Se você está se perguntando o que fazer em Florença, este guia é para você.
Aqui estão minhas escolhas dos 20 melhores pontos turísticos de Florença e passeios, com preços, horários de funcionamento e dicas sobre ingressos. Os preços estão em euros. As principais atrações vendem ingressos com horário marcado, então leia cada seção antes de planejar seus dias. Lembre-se também de que os museus estatais fecham às segundas-feiras.
1. O Duomo e a Cúpula de Brunelleschi

A catedral de Santa Maria del Fiore, com sua cúpula vermelha, é o símbolo de Florença. Filippo Brunelleschi construiu a cúpula entre 1420 e 1436 sem andaimes apoiados no chão, e ela continua sendo a maior cúpula de alvenaria do mundo. A catedral em si é gratuita e não exige ingresso. Ela abre de segunda a sábado, das 10h15 às 15h45, e fica fechada para visitantes aos domingos. É obrigatório cobrir ombros e joelhos.
A grande experiência é subir na cúpula. Você sobe 463 degraus entre as duas cascas da cúpula, não há elevador, e no caminho fica bem pertinho do enorme afresco do Juízo Final de Vasari e Zuccari. Para subir, você precisa do Brunelleschi Pass, que custa €30 e também inclui o campanário, o Batistério, o Museu do Duomo e a cripta de Santa Reparata por três dias. O passe é pessoal, você escolhe a data e o horário da cúpula na hora da compra, e o horário não pode ser alterado. Se você se atrasar mais de cinco minutos, perde o ingresso.
Os ingressos oficiais são vendidos apenas no site da própria catedral, e os horários mais disputados se esgotam rápido, então compre assim que sua viagem estiver reservada. Bolsas maiores devem ser deixadas na Piazza Duomo 38/r, de graça. Se os ingressos estiverem esgotados, ou se você quiser um guia, dá para reservar um tour com acesso à cúpula, mas sai mais caro.
Reserve uma visita guiada ao Duomo com acesso à Cúpula de Brunelleschi.
2. O Campanário de Giotto, o Batistério e o Museu do Duomo

Ao redor da catedral ficam mais três atrações, todas incluídas nos passes. O Campanário de Giotto tem quase 85 metros de altura, com 414 degraus até o topo. A torre está atualmente coberta por andaimes, porque começou uma restauração que deve levar cerca de cinco anos. O terraço lá em cima continua aberto, mas a vista pode estar parcialmente bloqueada, então a cúpula é a melhor opção se você quiser subir só em uma.
O Batistério, em frente à catedral, foi consagrado em 1059 e é um dos edifícios mais antigos da cidade. Os mosaicos dourados do teto estão em restauração e ficarão cobertos até 2028, mas você ainda pode entrar. As portas de bronze do edifício são cópias. As originais, incluindo as Portas do Paraíso de Ghiberti, estão no Museu do Duomo, atrás da catedral, junto com a Pietà tardia de Michelangelo e a Maria Madalena de Donatello. O museu é um dos melhores da cidade e raramente fica cheio.
O Giotto Pass, de €20, inclui tudo menos a cúpula, e o Ghiberti Pass, de €15, inclui o museu, o Batistério e Santa Reparata. Ambos valem por três dias. O campanário abre todos os dias das 8h15 às 18h45, e o museu fecha na primeira terça-feira do mês.
3. A Galeria Uffizi

A Uffizi tem a coleção de arte renascentista italiana mais importante do mundo. Aqui você encontra O Nascimento de Vênus e A Primavera, de Botticelli, a Anunciação de Leonardo da Vinci, a Vênus de Urbino de Ticiano, o Baco de Caravaggio e o Tondo Doni de Michelangelo, sua única pintura sobre painel concluída. O museu é grande, então escolha as salas que você mais quer ver e reserve pelo menos umas duas horas.
O ingresso custa €25 se comprado no dia e €29 se comprado com antecedência. Há também um ingresso vespertino de €16, com entrada a partir das 16h. Esse preço vale para compra no dia. Ele dá direito a duas horas e meia no museu e é a forma mais barata de entrar. A Uffizi abre de terça a domingo, das 8h15 às 18h30, e fecha às segundas. A entrada é gratuita no primeiro domingo do mês, mas nesse dia não dá para reservar horário e você vai ter que encarar fila.
O Corredor Vasariano, a passagem de 750 metros sobre a Ponte Vecchio até o Palazzo Pitti, foi reaberto. Você precisa de um ingresso combinado de €43 no dia ou €47 antecipado, e a visita é feita em grupos de 25 pessoas acompanhados por funcionários. Se você também quiser ver o Palazzo Pitti e o Jardim de Boboli, o PassePartout de cinco dias, por €40, sai mais barato do que três ingressos separados.
Reserve um ingresso com horário marcado para a Uffizi com audioguia.
4. A Accademia e o Davi de Michelangelo

A Galleria dell’Accademia tem uma atração principal, e ela basta. Michelangelo esculpiu o Davi em um único bloco de mármore entre 1501 e 1504. Incluindo a base, a estátua tem 5,17 metros de altura e pesa mais de cinco toneladas e meia. Originalmente ela ficava em frente ao Palazzo Vecchio, onde hoje há uma cópia.
O resto do museu não toma muito tempo. Há uma seção com instrumentos musicais antigos e uma coleção de pintura florentina, então uma hora costuma ser suficiente. O ingresso custa €20, mais €4 de taxa de reserva. O museu abre de terça a domingo, das 8h15 às 18h50, e fecha às segundas.
Reserve com antecedência, porque sem reserva a espera pode ser longa. O museu não tem guarda-volumes, e você não entra com mochila ou bolsa grande, então deixe-as no hotel. Se você também quiser ver o Bargello, existe um ingresso conjunto de €26, válido por 48 horas.
Reserve um ingresso com horário marcado para a Accademia e o Davi de Michelangelo.
5. Ponte Vecchio

A Ponte Vecchio é a ponte mais antiga de Florença e a única que não foi explodida quando as tropas alemãs se retiraram da cidade em agosto de 1944. A ponte atual é de 1345 e tem três arcos e pequenas lojas dos dois lados, que ficam suspensas sobre o Rio Arno.
Originalmente, açougueiros e peixeiros trabalhavam aqui. Em 1593 eles foram substituídos por ourives, e desde então a ponte é a rua das joalherias da cidade. Acima das lojas passa o Corredor Vasariano, construído em 1565 para que a família Medici pudesse ir do Palazzo Vecchio ao Palazzo Pitti sem ser vista e sem se molhar. No meio da ponte há um busto do ourives Benvenuto Cellini, e dali você tem vista para os dois lados do rio.
A ponte é uma via pública, então é gratuita e está sempre aberta. No meio do dia fica lotada, e você aproveita mais logo cedo, antes de as lojas abrirem, ou à noite. A melhor foto da ponte é tirada da vizinha, a Ponte Santa Trinita. A ponte vem sendo restaurada por etapas desde 2024, mas continuou aberta o tempo todo.
6. Piazza della Signoria e Palazzo Vecchio

A Piazza della Signoria é o centro político de Florença desde a Idade Média e funciona como um museu a céu aberto gratuito. Em frente à prefeitura ficam a Fonte de Netuno e a cópia do Davi, e na loggia aberta, a Loggia dei Lanzi, você encontra o Perseu com a Cabeça de Medusa, de Cellini, e o Rapto das Sabinas, de Giambologna, entre outras obras. Uma placa no calçamento marca o local onde o frade Savonarola foi queimado em 1498.
As obras do Palazzo Vecchio começaram em 1299, e ele continua sendo a prefeitura da cidade. O museu custa €18 e leva você pelo enorme Salone dei Cinquecento e pelos aposentos privados da família Medici. A torre, de 95 metros, custa €20 e oferece uma das melhores vistas da catedral. Crianças menores de seis anos não podem subir, e a torre fecha quando chove.
O museu abre das 9h às 19h, mas às quintas-feiras fecha às 14h. Como a prefeitura usa o prédio, salas específicas ou o museu inteiro podem fechar sem muito aviso, então confira os avisos do dia antes de comprar o ingresso. As passagens secretas por trás das paredes só podem ser vistas em visita guiada, com pouquíssimos participantes.
Reserve um tour pelas passagens secretas do Palazzo Vecchio.
7. Palazzo Pitti

Do outro lado do Arno fica o maior palácio de Florença. O Palazzo Pitti foi residência da família Medici, depois da Casa de Habsburgo-Lorena e, por fim, da família real italiana. Hoje abriga vários museus com um único ingresso.
O mais importante é a Galleria Palatina, onde cerca de 500 pinturas ficam penduradas lado a lado nos antigos aposentos de Estado, sob tetos pintados por Pietro da Cortona. Ela tem a maior coleção do mundo de obras de Rafael, além de pinturas de Ticiano, Caravaggio e Rubens. O ingresso também inclui a Galeria de Arte Moderna e o Museu da Moda e do Figurino. Os Apartamentos Reais foram reabertos. Eles só podem ser vistos em uma visita acompanhada de cerca de 30 minutos, que não tem custo extra, mas precisa ser reservada junto com o ingresso.
O ingresso custa €16 no dia e €19 antecipado, e o ingresso conjunto com o Jardim de Boboli custa €22 no dia. O palácio abre de terça a domingo, das 8h15 às 18h30. Algumas salas, incluindo o Tesouro dos Grão-Duques, podem estar fechadas para restauração.
Reserve um ingresso para o Palazzo Pitti com audioguia.
8. O Jardim de Boboli

Atrás do Palazzo Pitti, o Jardim de Boboli se estende encosta acima. A família Medici o criou no século XVI, e ele virou o modelo dos jardins italianos que as cortes reais da Europa copiaram depois. É mais um parque de esculturas, com alamedas, fontes e grutas, do que um jardim de flores.
Veja a Gruta de Buontalenti, com suas estalactites artificiais, logo na entrada vinda do palácio, a Fonte de Netuno no meio do jardim e o pequeno pavilhão rococó, o Kaffeehaus, com vista para a cidade. Há bastante subida e pouca sombra, então leve água no verão. O jardim tem quatro entradas, e você pode sair pelo Forte di Belvedere e seguir até o Jardim Bardini.
O ingresso custa €10 no dia e €13 antecipado. O jardim abre às 8h15 o ano todo e fecha entre 16h30 no inverno e 19h10 no verão, com última entrada uma hora antes. Fica fechado na primeira e na última segunda-feira do mês e também fecha sem aviso prévio quando há alerta de tempestade. O ingresso conjunto para Boboli e Bardini custa €15 e só é vendido na bilheteria, no dia.
Reserve um ingresso conjunto para o Palazzo Pitti e o Jardim de Boboli.
9. Piazzale Michelangelo e San Miniato al Monte

A foto clássica de Florença, com a cúpula, a torre do Palazzo Vecchio e a Ponte Vecchio, é tirada do Piazzale Michelangelo. A praça foi projetada pelo arquiteto Giuseppe Poggi e concluída em 1875. Uma cópia em bronze do Davi fica no centro. A entrada é gratuita, e ao pôr do sol a praça fica cheia de gente.
O ônibus 13 sobe até lá, mas a caminhada a partir do bairro de San Niccolò é curta e passa pelo Jardim das Rosas, logo abaixo da praça. O jardim tem mais de 350 tipos de rosas, um pequeno jardim japonês e esculturas do artista belga Folon. Abre todos os dias a partir das 9h.
Suba mais cinco minutos até a igreja de San Miniato al Monte, que muita gente deixa de lado. Sua fachada de mármore branco e verde é dos séculos XI a XIII, e a igreja é um dos melhores exemplos da arquitetura românica florentina. A entrada é gratuita, e ela abre das 9h30 às 13h e de novo das 15h30 às 19h. Todos os dias às 18h30, os monges cantam as vésperas em canto gregoriano, em latim. Você pode se sentar e ouvir, mas não deve circular pela igreja enquanto eles cantam. A vista daqui é tão boa quanto a da praça, e muito mais tranquila.
10. Santa Croce

Santa Croce é a maior igreja franciscana do mundo e o lugar onde a Itália homenageia seus maiores nomes. A construção começou em 1295, e a igreja abriga mais de 200 túmulos, entre eles os de Michelangelo, Galileu Galilei, Maquiavel e do compositor Rossini.
A arte é tão importante quanto os túmulos. Giotto pintou os afrescos das capelas Bardi e Peruzzi no século XIV, e na Capela Bardi você vê cenas da vida de São Francisco de Assis. O ingresso também inclui a Capela Pazzi, de Brunelleschi, no claustro, e o crucifixo de Cimabue, muito danificado na enchente de 1966. Reserve pouco menos de uma hora.
O ingresso custa €10, mais €1 se você reservar on-line, e vale para um horário marcado. A igreja abre de segunda a sábado a partir das 9h30 e aos domingos a partir das 14h, com última entrada às 17h. A entrada não fica na praça em frente à igreja, mas no lado norte, no Largo Bargellini. É obrigatório cobrir ombros e pernas. Atrás da igreja fica a escola de couro, a Scuola del Cuoio, com entrada pela Via San Giuseppe.
Reserve uma visita guiada a Santa Croce.
11. O Bargello

O Bargello é para a escultura o que a Uffizi é para a pintura, e é bem menos cheio. O edifício, de 1255, é o palácio público mais antigo da cidade. Primeiro foi sede do principal magistrado da cidade e, a partir do século XVI, prisão e quartel-general do chefe de polícia, il Bargello. Em 1865 foi aberto como o primeiro museu nacional da Itália unificada.
No térreo estão o Baco de Michelangelo e o seu Tondo Pitti. No primeiro andar estão o Davi de bronze e o São Jorge de Donatello, e ali também ficam os dois relevos em bronze do Sacrifício de Isaac que Ghiberti e Brunelleschi fizeram para o concurso de 1401 das portas do Batistério. Esse concurso costuma ser visto como o início do Renascimento. O belo pátio, com sua escadaria e brasões, já vale a visita por si só.
O ingresso custa €12, e o museu abre de terça a domingo, das 8h15 às 18h50, e fecha às segundas. O ingresso conjunto com a Accademia custa €26, e um ingresso para os cinco museus do grupo custa €38 e vale por 72 horas. O museu fica na Via del Proconsolo, entre a catedral e a Piazza della Signoria.
Reserve um ingresso para o Museu do Bargello.
12. As Capelas Mediceias e San Lorenzo

A família Medici está enterrada nas capelas atrás da igreja de San Lorenzo. A Sacristia Nova foi projetada e decorada por Michelangelo entre 1519 e 1534 e é uma obra única de arquitetura e escultura, com suas quatro figuras, a Noite, o Dia, o Crepúsculo e a Aurora, sobre os sarcófagos. A Capela dos Príncipes, ao lado, é o oposto completo: um mausoléu barroco em que paredes e piso são revestidos de mármore incrustado e pedras semipreciosas.
O ingresso custa €11, e as capelas abrem de terça a domingo, das 8h15 às 18h50. Embaixo da sacristia fica a sala secreta de Michelangelo, com desenhos a carvão nas paredes, que só foi aberta ao público em 2023. Custa €32 no total, incluindo o museu e a reserva, entram apenas quatro pessoas por vez durante 15 minutos, e crianças menores de dez anos não são admitidas. As vagas precisam ser reservadas com bastante antecedência pela bilheteria oficial do museu.
A igreja de San Lorenzo é uma atração à parte, com entrada própria e ingresso próprio de €9. Ele inclui a igreja, a Sacristia Velha de Brunelleschi e os claustros, e ela abre de segunda a sábado, das 10h às 17h30. Muita gente confunde as duas, então confira qual ingresso você está comprando.
Reserve um ingresso para as Capelas Mediceias.
13. Mercato Centrale

O grande mercado coberto de ferro e vidro ao lado de San Lorenzo foi projetado por Giuseppe Mengoni, o mesmo da Galleria Vittorio Emanuele II, em Milão, e inaugurado em 1874. Ele abriga dois mercados diferentes.
No térreo fica o antigo mercado de alimentos, com açougues, peixarias, queijos, pães e verduras. É um mercado matinal, aberto de segunda a sexta das 7h às 15h e aos sábados até as 17h, e fecha aos domingos. Aqui você pode provar a comida de rua da cidade, o lampredotto, que é estômago bovino cozido, fatiado e servido num pão molhado no caldo. No primeiro andar, uma praça de alimentação com barracas de comida e pequenos restaurantes foi inaugurada em 2014. Ela abre todos os dias das 9h às 23h e é uma opção fácil quando o grupo não consegue decidir onde comer.
As ruas ao redor estão cheias de barracas vendendo artigos de couro e lembrancinhas. O próprio site de turismo da cidade chama o mercado de muito turístico, então compare preços e examine bem os produtos. Se você quer couro de alta qualidade, as melhores lojas e oficinas ficam em torno de Santa Croce e no Oltrarno.
Reserve um tour de comida de rua com vinho e guia local.
14. Santa Maria Novella

A igreja que deu nome à principal estação de trem é a mais esquecida entre as grandes igrejas de Florença. Leon Battista Alberti concluiu sua fachada de mármore em 1470, e lá dentro você encontra algumas das obras de arte mais importantes da cidade.
Na nave esquerda está o afresco da Santíssima Trindade de Masaccio, de 1425 a 1426, considerado uma das primeiras pinturas com perspectiva correta. O grande crucifixo de Giotto fica pendurado no meio da igreja, e a capela-mor é coberta de afrescos de Domenico Ghirlandaio, nos quais o jovem Michelangelo ajudou como aprendiz. O ingresso também inclui os claustros e a Capela dos Espanhóis, com afrescos do século XIV.
Custa €7,50, e você pode comprar o ingresso na porta. A igreja abre de segunda a quinta, das 9h às 17h30, mas às sextas só abre às 11h e aos domingos às 13h. Virando a esquina, na Via della Scala 16, fica a Officina Profumo-Farmaceutica di Santa Maria Novella, uma farmácia fundada por frades dominicanos, com origens que remontam a 1221. Hoje é uma perfumaria nos salões antigos, aberta todos os dias das 9h30 às 20h. É só entrar.
15. Palazzo Medici Riccardi e o Museu de San Marco

O Palazzo Medici Riccardi foi o primeiro palácio da família Medici. O motivo para entrar é a pequena Capela dos Magos, que Benozzo Gozzoli pintou a partir de 1459. A procissão dos Reis Magos se estende por três paredes, atravessando uma paisagem de conto de fadas, e o cortejo inclui retratos de membros da família, entre eles o jovem Lorenzo de’ Medici.
Só entram dez pessoas na capela a cada cinco minutos, então talvez você precise esperar no pátio. O ingresso custa €15 de março a 1º de novembro e €10 no inverno. O palácio abre das 9h às 19h todos os dias, exceto às quartas, o que faz dele uma boa opção para uma segunda-feira, quando os museus estatais estão fechados.
A poucos minutos a pé fica o Museu de San Marco, num mosteiro dominicano financiado pela família Medici. O frade Fra Angelico pintou um afresco em cada uma das celas entre 1438 e 1445, e sua Anunciação no alto da escada é uma das imagens mais conhecidas do Renascimento. Custa €11. O museu só abre de manhã, das 8h30 às 13h50, com última entrada às 12h45, e fecha às segundas e no quinto domingo do mês.
16. Oltrarno, Santo Spirito e a Capela Brancacci

Oltrarno significa “do outro lado do Arno” e é a metade mais tranquila do centro, com oficinas, antiquários e pequenos restaurantes familiares. Ourives, encadernadores, sapateiros e restauradores de móveis ainda trabalham em lojas no nível da rua por aqui, principalmente em torno da Via Maggio e no bairro de San Frediano.
A Piazza Santo Spirito é a sala de estar do bairro, com feira de manhã e bares movimentados à noite. A igreja da praça foi projetada por Brunelleschi e iniciada em 1444. A entrada é gratuita, e por €2 você entra na sacristia, onde fica um crucifixo de madeira que Michelangelo esculpiu aos 17 anos. A igreja fecha às quartas e também na hora do almoço, das 13h às 15h.
A dez minutos a pé, a oeste, fica a igreja de Santa Maria del Carmine, com a Capela Brancacci. Masaccio e Masolino começaram os afrescos da vida de São Pedro na década de 1420, e Filippino Lippi os concluiu 60 anos depois. O ingresso custa €10, e a capela abre das 10h às 17h, aos domingos a partir das 13h, e fecha às terças. Você pode ficar 30 minutos. Recomenda-se reservar, e a entrada é pelo claustro, na Piazza del Carmine 14.
Reserve um tour gastronômico no Oltrarno com bisteca florentina e vinho toscano.
17. O Jardim Bardini

O Jardim Bardini é o pequeno vizinho de Boboli e bem menos conhecido. Seus quatro hectares ficam na encosta entre a Costa San Giorgio e o rio e são formados por uma escadaria barroca com canteiros de flores, um pomar e um trecho de bosque. O antiquário Stefano Bardini usava o jardim no início do século XX para receber seus clientes ricos.
Da loggia no alto da escadaria, você vê de cima a catedral, o Palazzo Vecchio e Santa Croce, e a vista é uma das melhores da cidade. Em abril e maio, a longa pérgola do jardim floresce com glicínias roxas e cor-de-rosa, e essa é a época mais cheia. A villa recebe exposições temporárias.
O ingresso para o jardim custa €10. Se você também for a Boboli no mesmo dia, compre o ingresso conjunto de €15 na bilheteria de Boboli. O jardim abre às 10h e só fecha na primeira e na última segunda-feira do mês. O horário de fechamento varia conforme a estação. Há duas entradas: Costa San Giorgio 2, na parte de cima, e Via dei Bardi, lá embaixo, junto ao rio. Se você entrar por cima vindo de Boboli e sair por baixo, evita a subida.
18. Fiesole

Fiesole fica numa colina a nordeste de Florença e é mais antiga que a própria cidade. Os etruscos a fundaram, e os romanos construíram sobre ela. É um passeio de meio dia com ar fresco, ruínas e vista para todo o Vale do Arno.
A área arqueológica atrás da catedral tem um teatro romano com capacidade para mais de 3.000 espectadores, restos de termas e um templo etrusco-romano. O teatro ainda é usado para shows no verão. A entrada custa €7, ou €10 com o museu arqueológico. O sítio abre todos os dias das 9h às 19h no verão e das 10h às 18h em outubro e março. De novembro a fevereiro, fecha às 15h e não abre às terças.
Depois, suba a rua íngreme até o mosteiro de San Francesco, que fica onde antigamente era a acrópole. O parque ao lado tem a melhor vista de Florença. O ônibus 7 sai da região da estação central de trem até o ponto final na praça principal de Fiesole, a Piazza Mino, mais ou menos a cada 20 minutos.
19. Bate-volta a Siena, San Gimignano e Chianti

Siena é a antiga rival de Florença e o bate-volta mais fácil. Seu centro histórico é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1995. A Piazza del Campo, em formato de concha, é uma das praças mais bonitas da Itália, e duas vezes por ano, em 2 de julho e 16 de agosto, vira pista para a corrida de cavalos do Palio.
Vá de ônibus em vez de trem. O ônibus expresso 131R sai da rodoviária ao lado de Santa Maria Novella e chega a Siena em 1 hora e 15 minutos, por cerca de €10 a €11 o trecho. Compre a passagem com antecedência, porque com o motorista sai bem mais caro. Cuidado para não pegar o 131 comum, que para pelo caminho.
San Gimignano, com suas 14 torres medievais, não tem estação de trem e exige troca de ônibus em Poggibonsi, então fazer Siena e San Gimignano no mesmo dia de transporte público é complicado. É aqui que um tour organizado se torna a opção prática. Os tours de dia inteiro duram de 11 a 12 horas e combinam as duas cidades com almoço e degustação de vinhos numa vinícola no Chianti. Se você só quer o vinho, um tour de meio dia a duas vinícolas dura de cinco a seis horas. Se quiser mais tempo na região, você também pode passar algumas noites na Toscana em vez de conhecer tudo em bate-voltas a partir de Florença. Meu guia sobre onde ficar na Toscana apresenta as sete melhores bases, de Siena e Chianti ao Val d’Orcia.
Reserve um bate-volta a Siena, San Gimignano e Chianti com almoço e degustação de vinhos.
20. Bate-volta a Pisa

O trem regional de Firenze Santa Maria Novella a Pisa Centrale leva entre 50 minutos e 1 hora e 20 minutos e custa pouco menos de €10. Há pelo menos um trem por hora, então não é preciso planejar com antecedência. Escrevi mais sobre o trem entre Pisa e Florença no meu guia dos aeroportos de Florença e Pisa.
A Torre de Pisa tem 58 metros de altura e inclinação de cerca de cinco graus. A subida pelos seus mais de 250 degraus custa €20, e o ingresso só vale para o horário impresso nele. Se você se atrasar, não entra e não recebe o dinheiro de volta. As bolsas precisam ser deixadas antes no guarda-volumes, então chegue com antecedência. Crianças que não completam oito anos no ano corrente não podem subir. A catedral ao lado é gratuita, e com o ingresso da torre você entra sem horário marcado.
Dá para conhecer Pisa em meio dia. Se tiver mais tempo, Lucca fica a uma curta viagem de trem. A cidade é cercada por uma muralha renascentista de 4,2 quilômetros que você pode percorrer a pé por inteiro.
Reserve um ingresso para a Torre de Pisa.
Dicas práticas de viagem para Florença
Do Aeroporto de Florença, o bonde T2 vai até Santa Maria Novella, a estação central de trem, em cerca de 20 minutos, com saídas a cada cinco minutos. A passagem é o bilhete urbano comum, que custa €2 e vale por 90 minutos. Você também pode pagar por aproximação com cartão no validador. Um táxi até o centro tem tarifa fixa diurna de €28. Se você pousar em Pisa, o trem PisaMover leva até Pisa Centrale, onde você pega o trem para Florença. Explico todas as opções a partir dos dois aeroportos no meu guia de como ir dos aeroportos de Florença e Pisa até o centro de Florença.
Na cidade, você anda a pé. O centro fica fechado ao trânsito comum na maior parte da semana, e a zona é monitorada por câmeras, então não entre com carro alugado a menos que tenha combinado isso com o hotel. A Uffizi, o Palazzo Pitti, a Accademia, o Bargello e as Capelas Mediceias fecham às segundas. Nesse dia, você pode visitar o Duomo, o Palazzo Vecchio, Santa Croce, Santa Maria Novella, o Palazzo Medici Riccardi e a Capela Brancacci. Os museus estatais são gratuitos no primeiro domingo do mês, mas não há reservas e as filas são longas.
O Firenze Card custa €85 e dá acesso a mais de 60 museus por 72 horas, mas a cúpula da catedral e os demais monumentos da Piazza del Duomo não estão incluídos. Você precisa visitar de cinco a sete atrações pagas em três dias para o cartão compensar. Menores de 18 anos entram de graça nos museus estatais, e cidadãos da UE de 18 a 25 anos pagam só €2.
Florença cobra uma taxa turística por pessoa, por noite, por até sete noites. Ela vai de €3,50 em hotel de uma estrela a €8 em hotel de cinco estrelas, e é de €6 em apartamentos de temporada. Crianças menores de 12 anos são isentas. Julho e agosto são muito quentes, com médias diurnas acima de 32°C, então de abril a junho e de setembro a outubro são os melhores meses para visitar.
Reserve um tour guiado a pé pela Florença renascentista e dos Medici.
De trem de alta velocidade, Bolonha fica a pouco mais de meia hora e Roma a uma hora e meia. Se estiver em dúvida sobre qual bairro escolher, leia meu guia sobre onde ficar em Florença, ou veja todos os hotéis em Florença no Booking.com. Se você vai seguir mais para o sul, também escrevi sobre o que fazer em Roma.